quarta-feira, 20 de março de 2019

Projecto A ler vamos chamar a Primavera


Depois de andar algum tempo ausente, hoje venho-vos falar de um projecto organizado pela Maria João Covas e pela Maria João Diogo o qual se intitula "A ler vamos chamar a Primavera". Este projecto decorre durante o período do ano em que ocorre a estação em causa, ou seja, de 21/3/2019 a 20/6/2019.

Durante o referido período, é-nos proposto que façamos leituras cujo nome do autor (nome próprio ou apelido) ou a primeira letra do título do livro, formem a palavra PRIMAVERA. Porém, para o desafio ser um pouco mais complicado, existe um período para cada letra, ou seja:


P | R | I : 21/03 a 20/04
M | A | V : 21/04 a 20/05
E | R | A : 21/05 a 20/06


O objectivo é irmos lendo sem grande obrigatoriedade. Só é pedido que os participantes adiram ao grupo do Facebook e, à medida que vão fazendo as vossas leituras, tirem uma fotografia do livro e coloquem no álbum da letra respectiva conjuntamente com uma pequena opinião e uma classificação (através de smiles). 

No final, existe um miminho para os participantes que consigam completar 6 ou mais das 9 letras que compõem a palavra.


O desafio tem início amanhã e, nos últimos dias, andei aqui às voltas para saber o que iria incluir nas primeiras três letras. Isto porque queria ao máximo aproveitar para ler livros que já se encontram nas minhas estantes há bastante tempo. Deixo-vos a foto dos escolhidos.




P - Papá das pernas altas, Jean Webster
R - Rio das flores, Miguel Sousa Tavares
I - A gorda, Isabela Figueiredo



Os dois primeiros, tenho-os há muito muito tempo e estavam meio que esquecidos. No entanto, vou tentar ler o primeiro ainda durante o mês de Março para poder incluí-lo no projecto da Dora, #chickladlit. O livro do Miguel Sousa Tavares tinha sido escolhido para integrar um projecto pessoal a que me propus este ano e que tem a ver com o dia em que nasci. Isto porque o autor nasceu no mesmo dia do que eu, ou seja, 25 de Junho. 
Quanto ao livro da Isabela Figueiredo, mora cá em casa desde a última Feira do Livro de Lisboa e está autografado pela autora. Comprei-o sobretudo por ter ouvido falar muito bem e também acabei por aproveitar o facto de estar como livro do dia num dos dias a que fui à feira o que fez com que o trouxesse por um preço bem simpático.

E vocês, já conheciam este projecto? Vão participar? 
O que pretendem ler?

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Março: Projecto #chickladlit



Durante o próximo mês de Março a Dora vai organizar um projecto dedicado a leituras dentro do género chick/lad lit. E o que é que é isto? Ora deixo-vos o link do vídeo da Dora onde ela explica tudo direitinho.

Nunca li nenhum livro lad lit mas de vez em quando, gosto de fazer leituras dentro do género chick lit. Geralmente, são livros que se leêm muito bem e que me conseguem por bem-disposta que é o que se quer. 

Fiz uma pesquisa do que tenho cá por casa por ler e que se podia enquadrar no projecto e mostro-vos abaixo os livros. A maioria enquadra-se no género chick lit. Tenho apenas um livro lad lit e dois (os que na foto estão na vertical) que não sei bem se se podem incluir nos géneros referidos. 

Vou deixar uma breve sinopse de cada um dos livros que estão na foto o que pode funcionar como sugestão de leitura. Em Março, conto ler pelo menos um destes livros embora ainda não tenha feito a minha escolha. E vocês, já leram algum destes livros? Qual é que me aconselham?








> Um amor imenso, Danielle Steel

No regresso de uma maravilhosa viagem de noivado a bordo do Titanic com os pais e o namorado, Edwina passa, numa noite, de jovem e feliz noiva com uma vida risonha pela frente a mulher que carrega o pesado luto pelos pais e pelo homem que ama, bem como a responsabilidade de criar os cinco irmãos mais novos, deixados orfãos pela catástrofe.
Vergada prematuramente pelo peso do desgosto e das responsabilidades, Edwina nem pensa na hipótese de voltar a apaixonar-se e evita cuidadosamente qualquer envolvimento amoroso durante doze longos anos.
No entanto, à medida que cada um dos irmãos encontra o rumo que o leva ao sucesso e à felicidade para destinos tão vários como Hollywood ou a Europa, Edwina vai começando finalmente a libertar-se do peso opressivo e dos fantasmas que a assombram desde aquela fatídica noite e descobre que a vida pode ser bem mais alegre do que alguma vez imaginou. 



> O lírio vermelho, Nora Roberts

Hayley WB Phillips procura em Memphis um novo começo para si e para a sua filha. Aí encontra um lar e grandes amizades, incluindo Harper, que se torna mais do que um amigo… Mas Hayley receia ceder ao desejo, pois suspeita que os sentimentos que nutre não são só seus. Imagens do passado e um comportamento imprevisível levam-na a acreditar que a Noiva Harper se introduziu na sua mente e no seu corpo. Está na altura de a Noiva descansar em paz; só assim Hayley poderá perceber de novo o seu coração e saber se está disposta a correr o risco…



> Louca por compras dá o nó, Sophie Kinsella

Pela primeira vez na vida de Becky Blomwood, as coisas estão a correr de feição: tem um emprego de sonho. como 'personal shopper' (gasta o dinheiro dos outros e ainda lhe pagam para isso), vive com o namorado, Luke, num apartamento fabuloso em Manhattan e abriram mesmo uma conta bancária conjunta, apesar de não chegarem a acordo acerca de uma saia Miu Miu ser ou não ser considerada despesa de manutenção da casa. Então Luke propõe-lhe casamento - e de repente toda a sua vida se transforma num caos... 



> Uma vez na vida, Danielle Steel

Daphne Fields era adorada por milhões de pessoas, pois partilhava as suas paixões, a sua dor, a alegria e as suas penas. Mas a mais popular das escritoras norte-americanas permanecia um livro fechado para o mundo — mantendo ferozmente a sua privacidade, que nenhum jornalista conseguia desvendar. A sua vida esconde uma infinidade de segredos. Perdeu o marido e a filha num incêndio. O filho sobreviveu miraculosamente e ficou surdo para o resto da vida. As vitórias, as derrotas, os desafios de enfrentar a vida como mulher solteira e ajudar o filho a lidar com a sua deficiência. Mulher forte, não aceita perder, nem a ajuda de ninguém… até descobrir que já não consegue enfrentar a vida sozinha.



> Amores de uma solteirona, Lilian Bell

O que fazer quando se está prestes a fazer trinta anos e se continua solteira? O que fazer quando todas as tuas amigas se casaram e acabas de perder o último comboio? Além disso, na sociedade dos princípios do século XX, ser uma mulher solteira não está nada bem visto… mas a protagonista desta história não está disposta a desistir e quer encontrar o amor mesmo que isso custe o casamento de uma das suas amigas. 



> Querido inimigo, Jean Webster

Sallie McBride, uma rapariga de boas famílias, converte-se sem querer na nova encarregada do orfanato rural John Grier, um cargo para o qual não está preparada... Presa no campo, sem mais companhia do que o político retirado e o médico que trata os órfãos, Sallie descobrirá que há uma vida para lá da alta sociedade de Nova Iorque, aprenderá a ser altruísta... e conhecerá o seu verdadeiro amor.



> O diário de Bridget Jones, Helen Fielding

Relata um ano na vida de Bridget Jones, uma solteira de trinta e poucos anos que luta com todas as forças para emagrecer, encontrar um namorado, parar de beber e largar o cigarro. Bridget trabalha numa editora, mora sozinha e é apaixonada pelo seu chefe. Cultiva o hábito de falar com amigas em torno de uma mesa de bar. 


> A namorada dos meus sonhos, Mike Gayle

Will Kelly, um jovem professor de inglês, ainda não se recompôs, e já lá vão três anos, do rompimento com a sua antiga namorada, Aggie, com quem mantivera uma longa relação. Na véspera de completar 26 anos, Willy sente-se sozinho e com a fixa ideia de que só uma reconciliação com Aggie lhe trará de novo a felicidade. Mas tal está longe de poder acontecer. Até porque a sua antiga namorada começou uma nova relação. Entretanto, Willy bebe para esquecer, e uma série de descobertas e rudes golpes irão complicar ainda mais a sua vida. Como irá ultrapassar esta fase má e preencher o vazio que Aggie deixou? 



> Entre mulheres, Julianna Baggott

No âmago desta história está uma relação entre mãe e filha. Com a idade, Lissy, começa a aperceber-se de que, afinal, é muito mais parecida com a mãe do que aquilo que sempre julgou, embora faça outras escolhas e tenha optado ado por uma vida bem diferente da que a mãe escolheu para si própria. 
Quando Lissy começa a desvendar o passado confuso da mãe, ambas viajam até New Jersey onde finalmente conhece as histórias de Anthony Pantuliano, o seu pai biológico, e descobre a avó que supunha morta. É nesta altura que começa a compreender as escolhas feitas pela mãe, e as opções que acabariam por moldar as suas vidas. 


>
O clube de tricô de sexta à noite, Kate Jacobs

Numa cidade tão grande e movimentada como Nova Iorque, é muito fácil perdermo-nos na multidão. Habituada a contar apenas consigo própria, Georgia tem um dia-a-dia esgotante em que tenta conciliar as exigências da sua loja com a educação da filha, Dakota. Em tempos não muito distantes, Georgia era uma jovem apaixonada e decidida a perseguir os seus sonhos, pelo menos até ao dia em que James – o grande amor da sua vida – soube que estava grávida e lhe despedaçou o coração ao fugir para Paris. Nesse dia, Georgia conheceu a solidão e decidiu traçar o seu caminho sozinha. Mas James tem outros planos. Planos que a incluem…
Será, pois, com grande surpresa que ela percebe que a sua loja se transformou num ponto de encontro. Com o pretexto de fazer tricô, mulheres extremamente diferentes entre si fazem uma pausa nas suas vidas atribuladas e partilham segredos, angústias e expectativas. Mas quando o impensável acontece, estas mulheres vão descobrir que o que criaram não é apenas um clube de tricô mas uma verdadeira irmandade.
 



> Louca por compras e a irmã, Sophie Kinsella

Becky pensou que estar casada com Luke Brandon seria como uma grande «caixa de felicidade» comprada na Tiffany. Mas, na verdade, nem tudo era tão maravilhoso como ela imaginava.
Os problemas começaram na lua-de-mel quando Becky contou a Luke uma minúscula mentira sobre uma pequeníssima compra que tinha feito. Agora tem um orçamento restrito, não tem emprego e, pior ainda, a sua adorada Suze tem uma nova amiga. Depois recebe uma notícia surpreendente: tem uma irmã!
Becky ficou mais excitada que nunca. Finalmente, uma irmã de verdade! Imaginava que deviam ter imensa coisa em comum! Podiam ir juntas às compras… Escolher sapatos as duas… Ir à manicura juntas…
Até que a conhece e tem o maior choque da sua vida.
Não pode ser verdade! É impossível que a irmã de Becky Bloomwood não goste de… ir às compras!



>
A fada do lar, Sophie Kinsella

Samantha é uma advogada bem-sucedida em Londres. Trabalha o dia todo, não tem vida doméstica, e só se preocupa em encontrar um companheiro. Habitualmente tem êxito sobre pressão e adrenalina. Até que um dia... comete um erro. E o erro é tão grave que acaba por destruir a sua carreira. Fica tão desnorteada que ao sair do escritório, apanha o primeiro comboio que vê e, quando se apercebe, não sabe onde está. Ao pedir indicações numa grande e bonita casa, é confundida com alguém que tinha sido entrevistada para o cargo de governanta e, sem mais nem menos, é-lhe oferecido o emprego. Não faziam ideia que estavam a contratar uma advogada licenciada em Cambridge com um QI de 158, muito menos que Samantha não faz sequer ideia como funciona o forno.
E o desastre acontece. O caos instala-se quando Samantha luta com a máquina de lavar... com a tábua de passar a ferro... e tenta cozinhar cordon-bleu para o jantar...
 



> Uma rapariga dos anos 20, Sophie Kinsella

Lara sempre teve uma imaginação muito fértil, mas agora, questiona-se se não estará a ficar louca. As raparigas normais de vinte anos simplesmente não vêem fantasmas! Inexplicavelmente, o espírito da sua tia-avó Sadie - sob a forma de uma rapariga ousada, exigente e dançarina de Charleston - apareceu-lhe para fazer um último pedido: Lara deve encontrar um colar que se encontra desaparecido para que Sadie possa descansar em paz.
Lara já tem problemas que cheguem na sua vida. A sua nova empresa está em declínio, o seu melhor amigo e parceiro de negócios fugiu para Goa e acaba de ser abandonada pelo amor da sua vida.
Mas à medida que Lara passa tempo com Sadie, a vida torna-se mais fascinante e a caça ao tesouro transforma-se em algo intrigante e romântico. Poderia o fantasma de Sadie ser a resposta para os problemas de Lara? Poderiam duas raparigas de épocas diferentes aprender algo especial uma com a outra?
 







quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

Opinião #35: A avó e a neve russa, João Reis

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Editora: Elsinore
Ano publicação: 2017
Nº páginas:  224 páginas 
Pontuação atribuída: 4,5 estrelas no Goodreads










Soube da existência deste livro após ver a opinião da Dora. Dado a sua opinião ser bastante positiva, fiquei curiosa e quando o vi na biblioteca, tive que o trazer. 
A capa é maravilhosa. Adoro a ilustração e a edição também é bastante cuidada.



"Ao perguntar à Babushka se odeia os russos, ela encolhe os ombros e diz-me que não, porque então teria de odiar todos os homens - no fundo, são todos iguais, sejam eles americanos, russos ou canadianos."



Assim se inicia este livro que toca no tema de Chernobyl e nos que vivenciaram a tragédia. A história é narrada na primeira pessoa mais concretamente por um pequeno rapaz de 10 anos que tem a sua avó doente. A Babushka é uma idosa russa que, após o desastre de Chernobyl, emigrou para o Canadá, local onde decorre a maior parte da narrativa. É uma sobrevivente de Chernobyl mas vive com problemas de saúde causados pelo acidente e que se agravaram nos últimos tempos, incapacitando-a. 

A idosa vive com os seus dois netos e são a única família uns dos outros. O mais novo, faz de tudo para tentar recuperar os "pulmões destruídos" da sua Babushka o que torna a história ternurenta. São retratados vários episódios do que o jovem é capaz de fazer para tentar curar a sua avó. Episódios esses que ocorrem não só no Canadá mas também nos EUA. São-nos apresentadas várias personagens curiosas que vão trazendo os seus contributos para a história em particular com as suas crenças em termos de saúde e doença. Até existe um português, o senhor Pereira, emigrante no Canadá e dono de um estabelecimento comercial junto à casa da Babushka. Um senhor que o menino acredita que tem fé no seu galo (referência ao galo de Barcelos). 


"(...) o mais importante é salvar a Babushka, tirar-lhe as dores e levá-la ao céu sem ser pelo sexo (já não tem idade, pobrezinha) nem pela mão do Jesus, porque Jesus só leva as pessoas mortas e com ela morta, não podemos continuar naquela casa, juntos."


Por ser narrada por uma criança, a história é um tanto ingénua e irónica o que torna o livro especial e delicioso embora tenha muito para ensinar a todos nós, adultos. Eu amei. 


"Queria ser uma gaivota e voar sobre a cidade; porém, sou um rapaz e tenho de caminhar pelo chão e ser, um dia, em brebe, homem."



Embora o seu trabalho seja essencialmente enquanto tradutor, Joaõ Reis tem outros títulos publicados nomeadamente A devastação do silêncio e a A noiva do tradutor. Fiquei com curiosidade de explorar estas outras obras embora, pela sinopse, me pareçam bastante diferentes da que aqui apresento. 


"Se te sentes ansioso, vives no futuro; se te sentes triste, vives no passado. É chegada a altura de viveres no presente e de ergueres a cabeça."






segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Opinião #34: A dália azul, Nora Roberts








Editora: O cinco selo
Ano publicação: 2007
Nº páginas:  290 páginas 
Pontuação atribuída: 4 estrelas no Goodreads



Costumo gostar das obras da Nora Roberts embora reconheça que, como tantos outros autores, esta tenha a sua "fórmula" de sucesso. Tem imensos livros publicados sendo difícil não nos perdermos nos títulos dos mesmos e nas séries que alguns integram. Na sua maioria, as leituras que tenho feito das suas obras têm sido agradáveis. Gosto deste tipo de romances que nos fazem sonhar um pouco e que nos dispõem bem. Lêem-se bastante rápido e até nos prendem à leitura.

Já há algum tempo que não lia nada da autora mas aproveitei a maratona #lernoraroberts que decorreu de 4 a 10 de Fevereiro de 2019 e que foi organizada pela Sandra Sousa para pegar num dos livros da autora que tinha por ler. Sinceramente, até pensei que tinha mais títulos por ler mas acabei por verificar que tinha um livro solto de uma saga (sendo que não era o primeiro) e que tinha os três livros pertencentes à trilogia No jardim que se inicia com o livro que acabei por escolher e que hoje trago a opinião.

Como referi,  A dália azul é o primeiro volume da trilogia No jardim. Seguem-se-lhe A rosa negra e O lírio vermelho. Neste primeiro volume são-nos apresentadas três personagens femininas de forte carácter e com histórias de vida marcantes, Stella, Rosalind e Hayley. No entanto, a história centra-se sobretudo em Stella e adivinha-se que os próximos volumes recaiam sobre as restantes personagens. 

Stella é uma mulher de 30 e poucos anos com dois filhos pequenos e que, após uma tragédia de vida, decide regressar às suas origens não só para se descobrir como também para procurar dar um futuro melhor aos seus filhos. É neste ponto que a sua vida se cruza com a de Rosalind Harper, actual proprietária da Harper House e da empresa No jardim. Esta torna-se sua patroa e Stella, os seus filhos e o seu cão passam a residir na mansão da família Harper. Claro que entre ambas vai crescendo uma amizade e Stella conta com o apoio desta família para prosseguir com a sua vida o que, inevitavelmente, vai implicar que se comece a apaixonar e desenvolva um relacionamento que à partida, não parecia ser possível de ocorrer. Parece que aqui a expressão "Os opostos atraem-se" caí que nem uma luva.

Pelo meio, a autora vai-nos introduzindo um toque de sobrenatural na medida em que introduz na história a personagem da Noiva Harper, um fantasma que assombra a Harper House há várias gerações e que parece ter maior proximidade com crianças. O fantasma demonstra estar pouco satisfeito com o facto de Stella começar a envolver-se amorosamente e chega a provocar uma situação bastante tensa para todos. Perante os aparecimentos cada vez mais frequentes da Noiva Harper, os habitantes da casa decidem investigar a quem é que poderia pertencer o fantasma. Para tal, investigam os arquivos da família e recorrem a um especialista em genealogia. 

Como disse, este foi um romance bastante agradável de ler embora reconheça que possa não ser muito marcante nem ser uma leitura para a vida. Fez-me querer saber sempre mais sobre a história e os seus personagens e fez com que queira continuar com a trilogia para poder voltar a esta família. Não lhe poderia dar menos de 4 estrelas embora este não seja de todo um livro que tenda a ser consensual. Muita gente não se irá identificar com o estilo criado pela autora e, quem não gosta de romances com o seu quê de melosos, nem vale a pena experimentar. 


sábado, 2 de fevereiro de 2019

Opinião #33: O jantar, Herman Koch


Editora: Alfaguara
Ano publicação: 2015
Nº páginas:  303 páginas 
Pontuação atribuída: 3 estrelas no Goodreads


Inspirado na história de uma sem-abrigo, María del Rosario Endrinal Petit, que foi queimada viva no interior de um ATM em Barcelona, em 2005. Foi bestseller em 40 países e vencedor do prémio Publieksprijs em 2009.

As premissas são interessantes e a forma como são apresentadas também. Na realidade, a acção decorre maioritariamente durante um jantar embora por momentos, recue para poder contextualizar determinados aspectos. Passamos então do aperitivo, para a entrada, o prato principal, a sobremesa, o digestivo e a conta. 

É um livro por vezes cruel. O autor não nos priva de detalhes e a narrativa é crua e um tanto dura. É a realidade das relações, das discriminações raciais e de outras minorias. Vidas repletas de mentiras e falsidades que acabam por ser pautadas pelas aparências. No entanto, acabo por ficar com a sensação que o personagem que inicialmente nos é apresentado como tendo menos princípios é aquele que nos surpreende pela positiva. Sobretudo, é um livro sobre famílias e as suas disfuncionalidades. Um retrato que parece distante mas que podia recair sobre a nossa própria realidade.

Fala-nos sobretudo de falta de princípios, regras e limites. Em como quando os próprios pais fazem de tudo para proteger os seus filhos adolescentes mesmo quando esse tudo faz com que eles próprios sejam pessoas sem princípios. Parece que é com isto que nos deparamos hoje em dia na nossa sociedade e julgo ter sido sobre isso que o autor nos quis fazer reflectir. Acabei por lhe atribuir apenas 3 estrelas por não ter ficado muito encantada com o final do livro. No entanto, foi um livro que me prendeu. Li-o rapidamente e estava sempre com vontade de lhe pegar. 

Deixo aqui duas citações que, para mim, retratam esta reflexão sobre a sociedade actual e sobre as relações que vamos estabelecendo.



"(...) acontece muitas vezes as fricções constantes serem o verdadeiro motor de um casamento, em que cada discussão é o prelúdio para o momento em que voltam a fazer as pazes na cama."



"Era assim que eu via às vezes a vida, como um prato de comida a arrefecer. Sabia que tinha de comer, caso contrário morria, mas tinha perdido o apetite."

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Opinião #32: Quando Hitler me roubou o coelho cor-de-rosa, Judith Kerr


Editora: Caminho
Ano publicação: 1997
Nº páginas:  248 páginas 
Pontuação atribuída: 5 estrelas no Goodreads



Janeiro é mais uma vez um mês dedicado a leituras sobre o Holocausto. De há um tempo a esta parte, vem sendo hábito a Dora Santos Marques organizar este seu projecto que este ano adquire o nome #HOL74 dado fazer 74 anos desde a libertação de todos os presos dos campos de concentração. 

Já há muito tempo que queria ler este livro mas, de uma forma ou outra, ia adiando a sua leitura. Contudo, este foi o ano. 

Trata-se de um livro infanto-juvenil que está incluído no Plano Nacional de Leitura como sugestão para os alunos do 3º ano de escolaridade. É de fácil leitura e lê-se bastante rápido. No entanto, não deixa de ser impactante. É um livro inspirado na história de vida da própria autora e isso acaba por torná-lo ainda mais rico. Para além disso, saber que estas coisas aconteceram na realidade, é realmente tocante.

Aqui é-nos contada a história de uma menina de 9 anos chamada Anna e da sua família (pai, mãe e irmão). Decorre o ano de 1933 e Hitler é eleito. Tudo muda na sua Berlim natal  e inclusivamente no próprio continente europeu. O seu pai, inteligentemente, antecipa essas mudanças e faz com que a sua família vá para fora da Alemanha. Enquanto judeus, acaba por ser isto que os salva.

Ao longo dos anos, passam por vários países. Suiça, França e por fim, Inglaterra. A sua vida muda radicamente e, mesmo aos olhos de crianças que são, deparam-se com vários desafios e são confrontados com inúmeros obstáculos. De repente parace que deixaram de ter algum local que verdadeiramente pudessem chamar de casa, a sua pátria foi-lhes retirada. Deixaram de ser bem aceites em qualquer lado para onde vão.

É a perspectiva tão inocente de uma criança que a meu ver faz com que o livro seja original e comovente. Por vezes, a autora acaba por introduzir uns toques de humor que fazem com que certos temas não sejam abordados de forma tão pesada digamos assim.

É uma outra perspectiva sobre aquilo que foi o holocausto e o impacto que teve na vida de milhões de pessoas não se limitando aquelas que infelizmente, acabaram em campos de concentração. 

Não consegui deixar de dar-lhe 5 estrelas. É uma pontuação mais que justa para um livro que devia ser leitura obrigatória para toda a gente. 




terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Opinião #31: Tríptico, Karin Slaughter


Lido em E-book

Pontuação atribuída: 5 estrelas no Goodreads


Três pessoas com segredos perturbadores.
Um assassino sem nada a perder.

Isto é um pouco do que nos é revelado na sinopse. Trata-se do primeiro livro da saga Will Trent, um agente especial do Georgia Bureau of Investigation que aqui nos é apresentado pela autora. Também ele tem alguns segredos em relação ao seu passado e às relações que pautaram o mesmo. Algumas coisas são-nos reveladas neste primeiro livro da série mas penso que ainda há muito para descobrir em relação a esta personagem. 

O livro começa com o homicídio extremamente violento de uma prostituta em que Michael Ormewood, detective da Polícia de Atlanta é chamado a intervir. O corpo da mulher encontra-se  mutilado e o crime tem contornos de malvadez. Surge uma ligação a um crime ocorrido há bastante tempo e é aqui que a acção vai alternando entre o presente e o passado. 

Will Trent é chamado a intervir e a colaborar com Michael Ormewood o que não parece ser do agrado de nenhum deles. O primeiro não empatiza minimamente com Michael e acha que há qualquer coisa de estranho no seu comportamento. O segundo vê a intervenção de Trent como uma intromissão no seu trabalho, uma forma de exercer controlo.

Mais tarde surge uma outra personagem masculina, Jonathan Shelley. Um homem na casa dos 30 que, aos 15 anos, foi condenado à prisão pelo homicídio de uma outra adolescente que era sua coleha de escola. No presente este homem está em liberdade condicional e tenta reintegrar-se na sociedade, enfrentando os desafios com que se depara. 

Existe ainda uma outra personagem que considero importante para a acção. Trata-se de uma outra detective da polícia de Atlanta que trabalha como infiltrada numa rede de combate à prostituição. O seu nome é Angie.

As histórias de todas estas personagens vão-se cruzar e o que à partida nos parecia que ia decorrer de um modo, acaba por seguir outro caminho distinto. Não posso contudo dizer que a revelação surja  no final do livro. Penso que propositadamente a autora, acaba por nos dar essa informação talvez a pouco mais de meio da narrativa mas isso não contribuiu para que eu gostasse menos do livro. Pelo contrário, foi uma leitura que gostei muito de fazer e que não consegui parar. Foi viciante. 

Dou por mim a pensar que este género de livros acaba por ser cada vez mais do meu agrado. Não conhecia a autora embora seja o segundo livro que li dela. O que me motivou a lê-la foram as opiniões positivas da Dora Santos Marques e o #projectokarinslaghter organizado pela Dora e pela Maria João Covas. Este foi o livro escolhido para o mês de Janeiro e em Fevereiro, iremos continuar com a saga Will Trent. Vamos ler o segundo livro, "Fracturado". A leitura começa no final desta semana e já estou empolgada. 

E vocês, já leram alguma coisa da autora? Gostam deste género literário ou não vos diz nada?




sábado, 19 de janeiro de 2019

Opinião #30 : O filho das sombras (#2 Trilogia Sevenwaters)






Editora: Bertrand Editora
Ano publicação: 2002
Nº páginas: 462 páginas 
Pontuação atribuída: 5 estrelas no Goodreads



Trata-se do segundo volume da Trilogia Sevenwaters. Esta é uma série de fantasia baseada na cultura celta e que nos trás a história de uma família muito ligada à natureza e aos seus elementos em particular à floresta de Sevenwaters.

Não é de todo, um género que eu esteja acostumada a ler mas, estou a gostar cada vez mais desta trilogia talvez devido à própria escrita da autora. Sem dúvida que vou querer continuar com estes livros.

Neste volume, a autora centra-se na história de Liadan, uma das filhas de Sorcha (personagem principal no primeiro volume da trilogia). Liadan, herdou algumas capacidades que a mãe detinha particularmente, capacidades curativas e espirituais. É aqui que estas capacidades se irão desenvolver e Liadan irá aprender a lidar com elas ao mesmo tempo que descobre o amor, onde menos espera.

Talvez seja também essa parte do romance que a autora incluiu em ambos os volumes da saga que me captiva mas o certo é que começo a estar bastante envolvida nesta trama familiar, a ter preferências em termos de personagens e quase que a desejar que a vida lhes corra de feição.

Não vou querer revelar muito mais sobre a obra para não levar a spoilers em relação a este e ao primeiro volume mas, na minha opinião, é uma história que irá encantar não só os fãs confessos de fantasia mas também aqueles que, como eu, procuram a medo descobrir este género literário.




sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

Opinião #29: Coisas que uma mãe descobre, Filipa Fonseca Silva

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Editora: Bertrand Editora
Ano publicação: 2015
Nº páginas: 152 páginas 
Pontuação atribuída: 5 estrelas no Goodreads



Ultimamente e atendendo à fase pessoal em que me encontro, dou por mim a ler vários livros sobre maternidade. Deparei com ele numa das bibliotecas que frequento. De alguma forma, acabou por me chamar a atenção e resolvi trazê-lo para casa. 
Acabei por descobrir que a autora é minha conterrânea e já teve um livro sobre a entrada nos 30 anos no Top 100 da Amazon. Sem dúvida que o pretendo ler até porque também está na biblioteca.

Gostei muito deste livro e acabei por lhe dar a pontuação máxima no Goodreads. É um livro simples e bem-disposto. Retrata com algum humor episódios da vida da própria autora que poderiam ser episódios na vida de tantas de nós que somos mães e que, em tempos estivemos grávidas. 

São sobretudo, situações que a grande maioria de nós não admite, por se tratarem de coisas que trazem uma imagem menos cor-de-rosa daquilo que é a gravidez e a maternidade. No entanto, acaba por haver uma identificação com esses aspectos que fazem de nós meros seres humanos que, pelo menos, por um par de vezes, desejámos desaparecer da confusão que a nossa casa e até a nossa vida se pode tornar.

Resolvi inclui este livro como leitura para o The Bibliophile club dado que, em Janeiro, era esperado que lêssemos um livro de não-ficção/auto-ajuda. 



quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

Novo ano, novos projectos literários

Com o final de 2018 e o início de 2019, fui tendo vontade de me juntar a alguns projectos e também criar alguns pessoais. Neste post venho então partilhar convosco as minhas resoluções para o ano 2019. 

Defini dois desafios pessoais. Ambos transitam do ano passado dado que não consegui cumprir nenhum deles. Espero que seja agora!

Tenho então um desafio que tem a ver com umas listas que encontrei há imenso tempo na internet e que guardei nos meus ficheiros. Adoro listas literárias e criar objectivos para procurar completá-las. Esta lista em concreto tem a ver com 20 livros que todos deveríamos ler até aos 20 anos. Na realidade, são várias listas criadas por nove autores portugueses. Já passei a barreira dos 30 mas penso que nunca é tarde para tentar ler alguns livros que, na opinião destas mentes literárias, já deveria ter lido. 

Ora então o que é que eu fiz? Aleatoriamente, escolhi um livro das nove listas disponíveis. Eliminei, claro está, os livros que já tinha lido. Tal acabou por resultar nesta lista de livros para ler em 2019 os quais espero incluir em alguns outros desafios/maratonas.


Para além disso e pegando num projecto que a Elisa (A miúda Geek) tinha criado no ano passado e que me propus participar, mais uma vez sem sucesso, transita para este ano o projecto #Livroscom32anos. E livros com 32 anos porque é a idade que irei fazer em 2019. O projecto tem quatro categorias relacionadas com o ano de nascimento que, no meu caso, é 1987. As categorias são:

1. Vencedor Man Booker Prize: Uma história do mundo, Penelope Lively

2. Vencedor prémio Pulitzer Ficção: A summons to Memphis, Peter Taylor

3. Vencedor prémio Nobel da Literatura: Marca de água, Joseph Brodsky

4. Nascido em... 25 de Junho (para esta categoria vou fazer uma pequena batota dado que não encontro nenhum autor que me interesse em particular e que tenha nascido no mesmo ano que eu. Escolhi então um autor que nasceu no mesmo dia que eu, 25 de Junho): Rio das flores, Miguel Sousa Tavares

Em termos de desafios anuais criados por outras pessoas, quero mais uma vez participar no Ultimate Popsugar Reading Challenge 2019 e espero conseguir participar de forma regular nos desafios: #Lusiteratura criado pela Patrícia Rodrigues; no The Bibliophile Club e no Ano colorido da Beabooks

Em Janeiro, no #Lusiteraturas devemos ler um livro de categoria livre. Quero ler o livro de poesia Clepsidra de Camilo Pessanha para assim também ler um dos livros do meu Desafio pessoal 2019. 

Para incluir no #anocolorido, comecei ontem, em leitura conjunta com várias meninas, o livro Shirley de Charlotte Bronte dado que, apresenta a cor branca na capa. 

No The Bibliophile club, Janeiro é o mês de ler não-ficção/auto-ajuda. Já consegui completar este desafio logo nos primeiro dias do ano ao ler o livro Coisas que uma mãe descobre de Filipa Fonseca Silva. 


Penso estar a ser demasiado ambiciosa dado que 2019, prevê ser um ano de grande mudanças ao nível da minha vida pessoal mas, vamos ver como corre.

E vocês, em que desafios estão a pensar participar? Contem-me tudo...