quarta-feira, 22 de março de 2017

Opinião #5: Morte em Veneza, Thomas Mann




Editora: Colecção Mil Folhas Público
Ano publicação: 2002
Nº páginas:  96 páginas
Pontuação atribuída: 3 estrelas no Goodreads







Há algum tempo, deparei-me com umas listas de livros. Intitulam-se 20 Livros para ler até aos 20 anos e reúnem um conjunto de livros que várias personalidades portuguesas nomeadamente escritores, acham que todas as pessoas deveriam ler até aos 20 anos. Estou quase a chegar aos 30 mas, mesmo assim, resolvi que este ano ia tentar ler alguns livros dessas listas dado que, ainda não tinha lido a maioria dos livros mencionados. Este seria o meu desafio literário para 2017.

Estamos em Março e, Morte em Veneza de Thomas Mann, foi o primeiro livro que li. Terminei-o ontem.

O livro é bem pequeno e centra-se na paixão de um escritor com cerca de 50 anos por um adolescente que encontra na sua viagem a Veneza. Acima de tudo, penso que Thomas Mann quis retratar o Belo e todo o fascínio que este exerce sobre os indivíduos. Compreendi essa ideia mas a forma como foi transposta para o papel não me agradou. 
A escrita é complexa e, por vezes, senti que era algo enfadonha. Reconheço que a escrita do autor até é bastante bela mas lá está, foi um livro que não gostei se bem que posso não o ter lido na altura certa.
 

domingo, 12 de março de 2017

Wrap up Cinematona Especial Óscares

1. Óscar melhor filme 2012 


Título original: The artist
Duração: 1h40m
Ano lançamento: 2011
Género: Comédia, Drama, Romance
Director:  Michel Hazanavicius
Com: Jean Dujardin, Bérénice Bejo, John Goodman
Pontuação atribuída: 8 no IMDB






Um filme mudo e a preto e branco que não amei desde o início. Mas, à medida que a acção vai decorrendo, dei por mim a gostar bastante. 
Relata uma história simples e nada rebuscada. Relata o romance entre uma lenda do cinema mudo, em declínio e uma atriz em ascensão. É interessante ver como, ao longo dos tempos, as pessoas têm e sempre tiveram, resistência à mudança. Gostei especialmente da empatia entre os actores principais sendo que, o filme, gira, basicamente em torno de ambos. Gostei mesmo muito e compreendo perfeitamente o Óscar de melhor actor principal a Jean Dujardin. Faz um papel brilhante, na minha opinião.



2. Óscar melhor actor 2002 (Denzel Washington)



Título original: Training day
Duração 2h02m
Ano de lançamento: 2001
Género: Crime, Drama, Thriller
Director: Antoine Fuqua
Com: Denzel Washington, Ethan Hawke, Scott Gleen
Pontuação atribuída: 8 no IMDB



Mais um filme que vi por sugestão da Dora e do qual gostei bastante. 
Na minha opinião, o filme tem uma estrutura temporal bastante interessante na medida em que, a acção se desenrola num único dia. Tem um ritmo intenso e prende bastante a pessoa que está a ver. 
Tem interpretações brilhantes particularmente a do Denzel Washington que acabou por lhe valer o Óscar de melhor actor. Na minha opinião, muito bem atribuído. 
Retrata o mundo corrupto da polícia, os gangs e as suas rivalidades e o que é preciso fazer para "sobreviver" na rua. Acaba por, no fim, mostrar que a integridade acaba por prevalecer em detrimento de tudo o resto. 


 3. Óscar melhor actriz 2012 (Meryl Streep)



Título original: The iron lady
Duração: 1h45m
Ano de lançamento: 2011
Género: Biografia, Drama
Director: Phyllida Lloyd
Com: Meryl Streep, Jim Broadbent, Richard E. Grant
Pontuação atribuída: 8 no IMDB





Um retrato da vida da implacável Margareth Thatcher. Tão amada quanto detestada. 
Um desempenho brilhante da Meryl Streep que é, de longe, das minhas atrizes favoritas.
É um filme muito muito bom que dá a conhecer a mulher, a mãe e a esposa para além da política.



4. Óscar melhor filme estrangeiro 2000




Título original: Todo sobre mi madre
Duração: 1h41m
Ano de lançamento:1999
Género: Drama
Director: Pedro Almodóvar
Com: Cecilia Roth, Marisa Paredes, Penelope Cruz
Pontuação atribuída: 10 no IMDB



Um filme que me captivou bastante e que me deixou a pensar nas incertezas da vida, nas surpresas com que nos deparamos e com as quais temos que lidar. Brilhantes interpretações.


 5. Óscar melhor filme adaptado 2014



Título original: Her
Duração: 2h06m
Ano de lançamento: 2013
Género: Drama, Romance, Sci-Fi
Director: Spike Jonze
Com: Joaquin Phoenix, Amy Adams, Scarlett Johansson
Pontuação atribuída: 9 no IMDB





O filme conta a história de um escritor que se apaixona por um sistema operativo. 
Foi um filme do qual eu não ouvi falar muito e, tendo em conta a sua premissa principal, certamente que não me despertaria a atenção.
Vi-o por sugestão da Dora e posso dizer que gostei bastante. 
Excelente interpretação do Joaquin Phoenix.
A Scarlett também está espectacular. É fenomenal a forma como, só com a voz, consegue exprimir várias emoções.
Um mundo futurista muito bem criado mas com imensos laivos de semelhanças com a actualidade em que todos caminham com atenção extrema nos dispositivos electrónicos e em que, muitas vezes, não existe espaço para uma relação cara a cara. 
Gostei também da atenção dada ao guarda-roupa em que, os homens usam umas calças subidas num género de fazenda que os faz parecer meio tótós. 
Aconselho bastante.

Opinião #4: A lista de Schindler, Thomas Keneally


Editora: Colecção Mil Folhas Público
Ano publicação: 2003
Nº páginas:  448 páginas
Pontuação atribuída: 3 estrelas no Goodreads


Este livro é um relato da vida de Oscar Schindler, da forma como este salvou milhares de judeus dos campos de extermínio e da forma como este viveu após o término da 2ª guerra mundial. Atendendo à temática abordada, o livro acaba por retratar episódios bastante cruéis e difíceis de imaginar. 


"Havia uma enorme quantidade de anéis de criança e era necessário um controlo racional e frio do conhecimento da sua proveniência. Os joalheiros só fraquejaram uma vez: quando os SS abriram uma mala de onde saíram dentes de ouro ainda sujos de sangue. Ali, numa pilha junto aos joelhos de Wulkan, estava, representadas as bocas de milhares de mortes, cada um deles a pedir-lhe que se juntasse a eles..."

"...utilizavam as pessoas como força de trabalho, durante uns tempos, mas a sua função última era a morte e produtos derivados - a reciclagem das roupas, das jóias e óculos remanescentes, de brinquedos e até da pele e dos cabelos dos mortos."

 
Tive bastante dificuldade em acompanhar a narrativa. Por vezes, senti mesmo que havia uma falta de encadeamento entre os diferentes capítulos. Acaba por ser algo enfadonho. A leitura acabou por ser pouco fluída e bastante difícil de terminar.
É um livro que tem adaptação cinematográfica da qual toda a gente fala maravilhas. Espero vê-la brevemente.

quinta-feira, 2 de março de 2017

Wrap up #Bloodyqueen2017

Durante o mês de Fevereiro decorreu o projecto #Bloodyqueen2017 o qual foi organizado pelo grupo do facebook Marauders 
Neste projecto, foi proposto que se efectuassem leituras de livros da Agatha Christie mas, ao longo do mês, foram também lançados vários desafios no facebook e no Instagram que me deram imenso gozo de participar. 
Aqui deixo apenas a minha opinião acerca do livro que decidi ler, O misterioso caso de Styles sendo que, optei por este livro sobretudo pelo facto de estar a decorrer, no grupo do facebook, uma caça ao assassino. Tenho que dizer que, os meus palpites foram completamente ao lado. 




 
Editora: Edições Asa
Ano publicação:20022
Nº páginas: 192 páginas
Pontuação atribuída: 4 estrelas no Goodreads


Sou suspeita pelo facto de adorar Agatha Christie. Acho sempre que são leituras agradáveis e surpreendentes. Como sempre, gostei bastante deste livro e do facto de ser introduzida a tão caricata personagem Poirot. Adoro-o. Pelas suas peculiaridades e pelo seu sentido dedutivo tão apurado. 
A autora conduz o seu leitor de forma magistral levantando várias hipóteses, afastando outras e, apresentando um desfecho, surpreendente.  
O contexto histórico apresentado, embora de forma pouco aprofundada, também não deixa de ser interessante de conhecer embora, como é sabido, estas obras girem, sobretudo em torno da resolução de determinado crime. 
Cada vez mais fico com a sensação que é melhor partir para este tipo de leituras sabendo muito pouco ou, quase nada, da história que vamos ler. Acaba por ser mais fácil de sermos surpreendidos.

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Wrap up: Reading about reality

Anteriormente, já tinha dado a conhecer esta iniciativa organizada pela Sara Cristina e pela Alexandra Pedro. Hoje, venho falar das leituras que consegui fazer para este projecto.
Antes de mais, quero dizer que, estou surpreendida comigo mesma pelo facto de ter conseguido ler tudo aquilo a que me propus. Certo é que são livros curtinhos mas, apreciei bastante a sua leitura. Importante referir que, tive conhecimento de algumas delas através da iniciativa e outras estavam na minha TBR e, se não fosse esta maratona, lá continuariam durante algum tempo.
Achei os desafios super originais e bastante pertinentes sendo que, a maratona foi cuidadosamente planeada pelas duas meninas. Na página do Facebook, houve bastante interacção entre os participantes sendo esta fomentada pelas organizadoras. Fico à espera de mais iniciativas destas meninas. 


1. Livro que inclua desigualdades de direitos humanos.



Editora: Associação Portuguesa de Mulheres Juristas
Ano publicação: 2016
Nº páginas: 127 páginas
Pontuação atribuída: 5 estrelas no Goodreads


Trata-se de um livro feito em parceria com a Associação Portuguesa de Mulheres Juristas que relata histórias de violência doméstica e, concomitantemente, determinação do poder parental. Acima de tudo, o livro retrata experiências de vida traumáticas que, muitas vezes, são presenciadas por menores.
Gostei muito do livro e da forma como são dadas a conhecer as histórias de vida daquelas mulheres. Sem dúvida que, esta leitura, me deixou a pensar no quão cruel pode ser o Homem. De reflectir é também a forma como a justiça por vezes não intervém adequadamente havendo algumas lacunas no sistema. Pelo que pude compreender, os processos por violência doméstica decorrem em instâncias criminais enquanto os de regulação do poder parental são resolvidos em tribunais de família. O que acontece é que, na grande maioria das vezes, não ocorre partilha de informação entre as instâncias.


2. Livro que inclua um exemplo do impacto do ser humano na natureza.


Editora:Random House Books for Young Readers
Ano publicação:1998
Nº páginas: 72 páginas
Pontuação atribuída: 5 estrelas no Goodreads

Um livro para crianças com uma mensagem importantíssima sobre o impacto do homem na natureza particularmente sobre a desflorestação, a poluição e a migração de espécies animais devido a ambos os factores.
Adorei a escrita do autor e a forma como, por vezes, escreve a rimar.
Também é super original o facto de criar um "mundo" e palavras a ele relacionadas. 
As ilustrações são maravilhosas e, adoro o facto de não ser visível a face do "vilão". Na minha opinião, é quase que uma analogia ao facto de poder representar qualquer ser humano que, com as suas acções, pode prejudicar o meio ambiente.


3. Livro que fale sobre alguém que mudou/influenciou a maneira de pensar do mundo.




Editora: Edinter
Ano publicação:1993
Nº páginas: 32 páginas
Pontuação atribuída: 5 estrelas no Goodreads




Gostei muito de ler este pequeno livro e de saber mais sobre a grande mulher e cientista que foi Marie Curie. Uma leitura descomplicada mas muito prazerosa e instrutiva.



4. Livro sobre uma personagem que tem algum tipo de transtorno psicológico/necessidade educativa especial. 

 
Editora: Raríssimas
Ano publicação: s/d
Nº páginas: 180 páginas
Pontuação atribuída: 3,5 estrelas no Goodreads

Um livro que engloba um conjunto de históricas verídicas contadas na primeira pessoa. São vidas marcadas por doenças raras com tudo aquilo que isto comporta.
Confesso que não foi uma leitura extremamente impressionante mas, globalmente, até gostei. Acabou por ser assim um misto de sensações e sentimentos. Gostei de algumas histórias/capítulos e outras achei um pouco "forçadas", digamos assim. 
Para mim, as mais marcantes foram a relativa à Síndrome de Apert e a relativa à Esclerose Lateral Amiotrófica. Fiquei com a sensação de se tratarem de situações em que, quer a família quer a pessoa doente, continuam a fazer de tudo pela autonomia, não se resignando e procurando sempre fazer o que lhes continua dar prazer.





sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Cinematona especial Óscares

Com mais uma edição dos Óscares à espreita, a Dora do canal Books and movies resolveu criar uma cinematona especial. Esta iniciativa decorre durante todo o mês de Fevereiro e comporta cinco categorias sendo que, para cada uma delas, devemos escolher um filme vencedor de uma qualquer edição destes prémios do cinema. Temos então:

Categoria 1: Melhor Filme

Categoria 2: Melhor Actor
Categoria 3: Melhor Actriz
Categoria 4: Melhor Filme Estrangeiro
Categoria 5: Melhor Argumento Original ou Adaptado




Esta é a terceira iniciativa cinematográfica da Dora. Participei em todas embora, anteriormente, não tenha conseguido completar todas as categorias. Vamos a ver se é desta. 
Para já, não deixa de ser extremamente interessante fazer alguma pesquisa ou pedir algumas sugestões por forma a escolher os filmes que irei ver. Depois conto como me saí.

World Book Tour: Afeganistão

Durante este ano, resolvi aderir ao grupo do Facebook World Book Tour onde é suposto que façamos leituras tendo por base a nacionalidade do autor (um país por mês). Ao longo de 2017, a ideia é percorrer, por ordem alfabética, os países cujo nome se inicia com a letra A e, em Janeiro, o país escolhido foi o Afeganistão. 

Dado que já tinha ouvido falar muito bem do livro O menino de Kabul de Khaled Hosseini, resolvi escolhê-lo e, concluída a leitura, posso dizer que estou extremamente satisfeita com a minha escolha.



Editora: Editorial Presença
Ano publicação:2013
Nº páginas: 333 páginas
Pontuação atribuída: 5 estrelas no Goodreads


É um livro maravilhoso que me cativou completamente.
Conta a história de dois amigos e respectivas famílias. Trata dos seus sonhos e expectativas de crianças e da realidade com a qual se confrontam enquanto adultos bem como, as "lutas" que têm que travar, os seus preconceitos e os seus "segredos".  Ao mesmo tempo, dá a conhecer o Afeganistão antes dos conflitos e o Afeganistão pós-talibãs.
Um livro extremamente rico e emocionante com uma escrita deliciosa. Sem dúvida que quero ler mais do autor particularmente, a continuação desta história feita de sonhos e agruras.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

TBR: Maratona Reading About Reality

Esta maratona está a ser organizada pela Sara Cristina e pela Alexandra Pedro e tem por base os problemas sociais. Uma ideia super interessante e bastante original. Irá decorrer de 1 a 14 de Fevereiro e tem quatro categorias que passo a enumerar, referindo também o que espero ler:


1. Lê um livro que inclua desigualdades de direitos humanos.





2. Lê um livro que inclua um exemplo do impacto do ser humano na natureza.




3. Lê um livro que fale sobre alguém mudou/revolucionou a maneira de pensar do mundo.




4. Lê um livro sobre uma personagem que tem algum tipo de transtorno psicológico/necessidades educativas especiais.



Projecto Historiquices - Janeiro, mês de Inês de Castro (Wrap up)








Editora: Edições Asa
Ano publicação:1999
Nº páginas: 135 páginas
Pontuação atribuída: 3 estrelas no Goodreads

Castelo de Santarém, num dia do ano de Cristo de 1359. Enquanto El-Rei D. Pedro I corre a caça pelos campos, os seus conselheiros Álvaro Pais e João Afonso Tello esperam com sombria ansiedade a chegada de dois prisioneiros, Álvaro Gonçalves e Pero Coelho, dois dos "matadores" de Inês de Castro (o terceiro, Diogo Lopes Pacheco, logrou fugir e refugiou-se em França). A esses homens havia sido solenemente prometido perdão, mas o Rei, decidido a vingar a única mulher que amou, quebrou o juramento feito, e agora eles vêm, debaixo de ferros, a caminho de Santarém.
É este o ponto de partida de Inês de Portugal. Mas ao longo das suas páginas é toda a história de Pedro e Inês que João Aguiar reconstrói, abordando pela primeira vez um tema histórico posterior à Nacionalidade e fazendo-o desde logo com um dos mitos maiores da nossa consciência de Nação.



Este livro que tem por base o roteiro do filme Inês de Portugal lançado no ano de 1997. O livro está dividido em três partes e narra a história de Pedro e Inês de Castro embora a maioria da acção decorra após a morte desta. Não obstante surgem algumas mudanças temporais narrando factos que ocorreram quando está ainda era viva.
Na minha opinião, é um livro um pouco maçudo e não acrescenta grande coisa. Tem expressões tipicamente usadas em tempos idos o que, por vezes, dificulta a leitura e faz com que esta não seja muito fluída.
Para além disso, de uma história de amor tão bela e forte como a de D. Pedro e D. Inês, o que o livro vem a destacar é o carácter amargurado de Pedro e a sua sede de justiça.



 "- Tu és o meu rei. Esta, a minha bandeira. Não quero outro rei nem outra bandeira. Já o disse, eu havia de querer-te ainda que não foras quem és. Chego a desejá-lo, pois assim seria mais tua." 



Documentário: Histórias que o tempo matou - Porque morreu Inês de Castro


Um documentário com cerca de 25 minutos em que o nosso José Hermano Saraiva relata os factos inerentes ao amor de D. Pedro e D. Inês. Explana pedaços da história prévia à vida destas personalidades, relata o parentesco entre ambos e, chega então, à forma como estes se conheceram, apaixonaram e, posteriormente, viveram uma história de amor plena de tragédia. 
Uma mensagem que me ficou foi a interpretação que o historiador faz das imagens dos túmulos de Pedro e Inês referindo que aquele seria um amor para além da morte. Algo que arrepia.
No final do documentário, José Hermano Saraiva, faz uma analogia extremamente interessante. Compara o amor de Pedro e Inês com o de Romeu e Julieta. Um amor real versus um amor ficcionado por um poeta. No entanto, são inúmeras as visitas ao "túmulo" de Julieta, em Verona. Por sua vez, a Alcobaça pouca gente acorre e, como se pode ver no documentário ambos os túmulos são obras de arte com mensagens intrínsecas. O historiador lança mesmo a questão relativamente à culpa deste último facto o que, na minha opinião, foca um aspecto que há muito nós portugueses, temos em mente. Sabemos queixar-nos de tudo mas não valorizamos a história riquíssima que temos e não fazemos as diligências necessárias para a dar a conhecer além fronteiras. 
Nota máxima para este pequeno pedaço de história narrado de forma tão entusiasta.


Série RTP: Pedro e Inês 


Trata-se de uma série de ficção histórica que tem por base um roteiro escrito por Francisco Moita Flores. Foi produzida para a RTP por ocasião do 650º aniversário da morte de Inês de Castro e tem 13 episódios.
As gravações ocorreram no Mosteiro de Alcobaça e na Mata dos Sete Montes, em Tomar.
Só comecei a ver mesmo no final do mês pelo que só consegui ver os 3 primeiros episódios. No entanto, gostei bastante e espero terminá-la. É uma parte da nossa história que me interessa particularmente e que, na minha opinião, está extremamente bem explicada na série quer em termos do romance entre Pedro e Inês quer, relativamente à contextualização política e social da época. 
O guarda-roupa está muito bem construído e o facto de os actores adoptarem expressões antigas também é um pouco muito positivo, a meu ver.